sexta-feira, 12 de abril de 2013

"Todo dia ela faz tudo sempre igual (...)"


Eu acordo às 8h, visto-me, maquilho-me, tomo o pequeno almoço, saiu de casa, entro no carro e vou para o trabalho.
Dou os bons dias à senhora da pastelaria, dou os bons dias ao senhor que vai buscar o pão, ao carteiro, aos miúdos que vão para a escola e entro na óptica. 
Guardo as chaves sempre da mesma forma, tiro o portátil da mala, coloco o tapete na rua, abro o toldo vou ler os jornais, ligo à minha colega de trabalho, sorrio, brinco com ela... todos os dias a mesma coisa.
Mas hoje é o meu último dia de trabalho e apesar da rotina, o sentimento difere.
Uma falta, um vazio, um não saber o que me espera.
E o pior de tudo é que eu amo o que faço, sou feliz, divirto-me, adoro as minhas colegas e tenho sempre mais vontade de aprender e fazer cada vez melhor a mesma coisa que eu já faço há uns anos. O motivo não é a crise, não é a falta de vendas, é simplesmente esta minha obsessão pelo fazer melhor. Preocupo-me demais, gasto as minhas energias em preocupações que não me competem e levo por tabela por isso mesmo. Pois é, há patrões que não gostam dessa preocupação exacerbada dos funcionários, a minha é uma delas.
Hoje é o meu último dia por aqui, mas não me sinto triste. Porque a vida não precisa estar perfeita para saber que a felicidade existe. Não preciso de grandes acontecimentos para ter a certeza que ela não é conversa de escritor. Porque ela mora mesmo é nas pequenas coisas. Como aquele almoço no japonês no último feriado. Como as tardes que passamos colados ao sofá, sem inércia, apenas movidos pelas imagens da tela. Como aquela viagem de carro, a contemplar a paisagem. O Alentejo é lindo de todos os ângulos, mas em especial naquele que eu tenho visto ultimamente. E eu não vou me esquecer.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Querido Duarte, não há um só dia em que eu não me lembre de ti. E hoje venho por estas palavras agradecer-te por iluminares o meu caminho quando as lágrimas teimam em embaciar-me o olhar.
Quero agradecer por tudo de bom que tem acontecido na minha vida... pelos amigos que tenho há tantos anos e que permanecem a meu lado nesta jornada que é a vida, agradecer pela sobrinha que ganhei e pela afilhada que irei ganhar em Dezembro. Agradecer, também, pelo facto de ver a minha mãe feliz. Agradecer pelo amor que ganhei e que mantenho todos os dias. Agradecer por continuares a ser a estrelinha mais brilhante... porque esteja o céu como estiver, eu olho para cima e lá estás tu a olhar por nós.

sábado, 30 de junho de 2012

Roda Viva de Chico Buarque


Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo, então, que cresceu (...)



terça-feira, 26 de junho de 2012


Há algum tempo atrás, pela ocasião dos atentados terroristas que atingiram Londres, eu, ávida por notícias, dei comigo a assistir a BBC pela parabólica e lembro-me como se fosse hoje. Na multidão, os políticos, o responsável pela segurança, a senhora da loja… todos repetiam a mesma palavra: RESILIENT. Resiliente, hoje, é minha palavra do dia. Em física, é o fenomeno do bom asfalto que resiste ao camião pesado. Ou, como diz o dicionário, resiliência é "a propriedade pela qual a energia armazenada num corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de uma deformação elástica", ou por outras palavras, resistência ao choque. E não é somente o londrino que é resiliente, que suporta os choques e que se levanta. Somos todos. Eu sou uma resiliente… Suporto a saudade, suporto a dor, suporto histórias não resolvidas e amigos-pouco-amigos. Suporto a espera, a falsidade, a falta de sinceridade, suporto dores emocionais. Olho para aquela foto e sei que as coisas não são como antes. Mas amanhã, se me pedirem, eu serei de novo aquela menina cheia piadas parvas que conhecem. Eu sou assim. Resiliente. Mas não me deixo destruir, isso jamais. Às vezes dói, às vezes eu choro, arranca-me pedaços aqui de dentro (é inegável), mas eu sobrevivo. Porque eu sou maior que tudo o que aí está e tudo o que está por vir. E só os meus semelhantes poderão, um dia, perceber do que estou a falar. Eu posso. Eu suporto. Eu sobrevivo. E não duvidem.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

"O mais difícil de sangrar todo mês
não é o grande mal estar.
É manter a força e a face bonita,
mesmo sabendo que a dor voltará.
E se não volta, nos dividimos
entre o sorriso pleno e o choro copioso.
Não faz mal.
Há anos deixei de questionar
essa situação delicada.
Quanto mais mulher fico,
mais me acho menina danada. "


Um brinde de flores a todas as mulheres.
Porque me apetece. Porque é cada vez mais dificil manter a doçura neste mundo cão.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

É com grande alegria que vejo este espectáculo acontecer. E de repente vêm as lembranças, vem o brilho nos olhos e o amor acontece... em forma de música.

Simplesmente lindo. Assistam e deliciem-se. Nada melhor que terminar o ano a ouvir estes três grandes artistas com um repertório, que considero, o melhor da música brasileira. Feliz 2012!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Hoje, dia seguinte ao meu aniversário, faço votos para que em todos os momentos a minha fé continue inabalável, ainda que muitas vezes eu possa vir a sentir-me cansada.