terça-feira, 30 de dezembro de 2008

I'll see you in 2009!


2008 está no final e eu confesso que ando a roer as unhas para a chegada do novo ano.
Não vou mentir para ser educada, nem cair no velho cliché de que graças às quedas e aos erros cometidos, é que nos levantamos mais fortes e seguros, mas AINDA BEM que 2008 está com os dias contados, porque este foi, na minha vida bem aproveitada, um ano para esquecer!
No entanto o que me dá um certo alento é esta sensação de recomeço, de traçar planos ainda que nenhum se realize, ainda que tudo continue como sempre esteve. Gosto de pensar que no ano que vem é que vai ser! Acho que o ser humano precisa um pouco deste 'engano' para seguir em frente. Precisa de se agarrar a alguma esperança para acreditar em melhorias. E eu, claro não sou diferente...

Despeço-me de 2008 com um gosto de ressaca mal curada. De quem já teve anos maravilhosos, incríveis, inesquecíveis, mas que em 2008 teve que se contentar com metades, com migalhas, com o que não é tanto nem tão pouco. Despeço-me com este sabor amargo de quem poderia ter feito muito mais, ter ido muito mais adiante, ter recebido muito mais em troca (ainda que tudo o que eu faça não seja nesse sentido). Despeço-me com a certeza de que 2009 poderá não ser melhor, nem pior, mas mesmo assim será outro e isso dá-me um certo alivio.


Feliz Ano Novo para todos!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008


Hoje é 25 de Dezembro. Dia de Natal.
E ontem entre beijos e abraços, sorrisos e presentes, eu decidi que a minha noite iria ser diferente. Decidi que iria ficar linda no tal vestido preto. Que o jantar, apenas com cinco pessoas, iria ser o melhor de todos. Que as minhas gargalhadas iriam ecoar na China. Que na minha casa iria ouvir-se a melhor musica. E lá pelas tantas decidi, até, que iria visitar o meu pai, a mulher dele, os meus avós, os meus primos, o meu irmão...
Decidi que iria vestir o meu melhor sorriso e recordar para sempre, esta, que seria, com toda a certeza, a minha melhor noite de Natal.

No entanto, tal como muitas outras decisões, esta ficou sem efeito... apenas a martelar-me a cabeça, a causar-me mossa no estômago... resultando, por fim, num tremendo enjoo natalício.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Entre Amigas.

(...)

Ela - Mas depois ele disse-me que ela é só uma amiga…

Eu - Hum... estou a ver...

Ela - Fiquei tãããão aliviada!

Eu - Pois... imagino que sim...

Ela - Eu não a conheço bem, mas ela até pode ser uma pessoa fixe, eles estudam juntos já há tanto tempo, eu é que sou cheia de caraminholas na cabeça...

Eu - Humm... pois deve ser isso...

Ela - Eles uma fizeram uma directa naquela noite, porque precisavam entregar um trabalho no dia seguinte…

Eu - Estou a ver…

Ela - E o casaco dela só lá ficou por puro esquecimento…

Eu - Pois…

Ela - ... e atendeu-lhe o telemovel, porque ele é muito esquecido... deixa o telemóvel em qualquer lado….

Eu - Pois, coitadinho...

Ela - O que foi? Porra, diz alguma coisa!!!

Eu - Depende. Queres que eu diga o que acho que devas ouvir ou o que tu queres ouvir?

Ela - ...

Ela - Diz o que eu quero ouvir...

Eu - ok, tu é que mandas: Ah, não te preocupes, ela é só uma amiga! SÓ! Nunca vi uma amizade tão linda entre duas pessoas… acho uma patetice passares o tempo a desconfiar dele, afinal de contas estudam juntos, portanto é normal que passem muito tempo juntos até de madrugada a fazerem trabalhos. É normal que ela lhe atenda o telemóvel e deixe roupa, esquecida, lá por casa, para além de ser linda de morrer, claro… mas isso é apenas um pormenor, afinal eles são SÓ AMIGOS! Ele gosta é de ti ;)

Ela - ... obrigada.

Eu - Não tens de quê. Agora dá-me um minutinho que eu vou ali beber a água da sanita e já volto.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008




















Oh Ivete, onde compraste as tuas, haviam em igual, mas para 1,55m de altura?

domingo, 23 de novembro de 2008

Domingo à tarde.

Sozinha em casa.

Uma preguiça exacerbada.

Nos ouvidos, uma certa música de Incubus no repeat.

Vários filmes à minha espera.

O bom e velho chocolate na cozinha.

O telemovel ao alcance de um passo.

A imagem da noite passada que me assola o pensamento a cada segundo.

Uma vontade do tamanho do mundo.

E um bichinho que teima em atacar-me o coração.



... é aí que mora o perigo!

domingo, 16 de novembro de 2008

Quinze do onze de dois mil e seis.

Despidos.
Abraçados.
Quentes.
Dois corpos deitados lado a lado. Ela observava-lhe o rosto com toques precisos através dos dedos e ele, sem que ela adivinhasse, sustinha a respiração enquanto contava, mentalmente, os segundos que anteviam o grande momento. Depois, na hora certa, soltou as amarras dos lábios e num beijo sussurrou: 'Parabéns amor!'

Era a mulher mais feliz do mundo naquele momento.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008


Sábado à noite e eu juro que a última coisa que queria era tirar as pantufas e calçar os saltos. A vontade de escolher a roupa e delinear os olhos era nenhuma, mas eu enchi-me de coragem e fui, porque há pessoas que não merecem ouvir um não.

O ambiente era o do costume, os amigos do costume, a musica do costume e eis que ele se aproxima sorrateiro:


- Olá desaparecida!

- Não tenho andado desaparecida… (apenas não te queria encontrar)

- Já tenho saudades tuas…

- (Minhas e de mais quantas?) Humm…

- Ia enviar-te mensagem para nos encontrarmos este fim de semana…


E neste momento ocorreu-me como é que duas pessoas que não têm nada a ver uma com a outra, conseguem estar juntas durante tanto tempo. Ainda que esse ‘tanto tempo’ sejam uns míseros meses. Sim, porque ter alguns gostos em comum e partilhar os mesmos amigos e algumas boas gargalhadas, não tem, necessariamente, que ver com afinidade e relacionamentos.

- Que tens feito ultimamente?

- Estudar, sabes como é… enquanto não entrar no ritmo, é complicado…

- Pois é…


Nós estudámos na mesma escola. O melhor amigo dele é namorado de uma grande amiga minha. As nossas mães são amigas desde crianças e ainda hoje costumam sair juntas. Ele é giro, tem aquele corpo escultural que eu adoro e uns olhos que são um charme… Enfim, ficávamos bem juntos. Mas não bastava. Para mim não bastava. Porque tudo aquilo que ele tinha para me mostrar eram apenas referências e as referências não me arrebatam, não me sacodem a alma, não me dão um choque eléctrico no coração.


- Vais ficar por aqui hoje?

- Talvez…

- Ia convidar-te para irmos até qualquer lado beber uma cerveja...

- Eu não gosto de cerveja, lembraste?


Ele não sabe nada de mim. Não sabe que odeio cerveja, que abomino o fumo de cigarros. Não sabe que não tolero que me imponham regras, como ele tentou um dia. E por isso até hoje, quase três meses depois, continua a pensar que desapareci da vida dele por causa das aulas, do muito trabalho e acha-se bom demais, grande demais, para sequer colocar a hipótese que o factor principal seja, simplesmente, porque já não o quero.

- Bem, eu vou ter com elas. Já devem andar à minha procura. Vemo-nos por ai!


E fui.

Porque alguns encontros são mesmo dispensáveis, visto que nos colocam diante situações que só provam o quanto o tempo é implacável e pior, o quanto cometemos erros crassos.
Às vezes mesmo sem querer.

sábado, 25 de outubro de 2008

Até hoje.

Para não sofrer drogo-me de outros, entupo-me de elogios e visto-me de máscaras para não parecer tão romântica. Mas já não tenho a mentalidade dos 15, portanto já chega de me sujeitar ao ridículo! Nem uma lágrima sequer, nem um segundo de olhar perdido no horizonte, nem uma musica triste nos meus ouvidos.
Eu sei o quanto me vou sentir cansada de fugir da dor, o quanto vai ser falso ignorar as presenças. Mas vou correr o mais que posso. Vou fitar cada súplica do meu coração, sempre com um sorriso que camufla o medo de não ser nada daquilo que um dia pensei ser, quilos de maquilhagem para esconder os buracos causados pela solidão e alguma roupa colorida, só alguma, para esconder a falta de tranquilidade e de certezas no meu caminho.
Estou cansada das promessas de compra e das devoluções gastas do meu corpo. Estou cansada de expor os meus sentimentos. Não vale a pena, porque no final tudo acaba por terminar. E é triste chegar à conclusão que todos os homens que passaram pela minha vida não me souberam ver para além da “casca”. Mas ok, tudo bem, tu foste só mais um. Então aqui tens: peito, rabo, barriga, pernas e o buraco que tu tanto queres.
Leva-me de uma vez e engana-me por alguns dias. Tu és igual a todos os outros e todos os outros não valem nada!!
O amor não existe e se existe, não dura para sempre. E, se não dura para sempre, não é amor e nada dura para sempre, portanto o amor não existe. E a verdade é que mais cedo ou mais tarde tu, também, serás traído, porque toda a gente tem medo de viver a entrega. E a verdade é que ninguém se entrega, porque ninguém se tem.

Pior que a tristeza que carrego hoje, só a vergonha que me enoja.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O depois.
















Nos dias seguintes pensei em eliminar todas as tuas mensagens, o teu número, a tua imagem da minha mente, mas não consegui.
Pensei em ligar-te, atropelar o meu orgulho e dizer-te o quanto me dói a tua ausência. Lembrar-te dos sonhos que tínhamos em comum, projectos de vida e perguntar-te onde foi que nos perdemos… mas não o fiz.
Pensei em dizer-te que ainda te quero por perto para viajarmos durante horas para lugar nenhum e terminarmos o dia no sofá da minha casa, para me elogiares enquanto canto e me dares a certeza de que ainda é possível, mas a voz falhou.
Pensei ainda em questionar-te os silêncios, a traição, as lágrimas… mas nenhuma resposta teria perdão.

…

De tudo o que vivemos, ficou este gosto a pouco e uma vida inteira para lamentar…
Não merecíamos o fim que tivemos.
Não merecíamos o fim.
E tivemos.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O belo da noite.

É esse teu jeito desleixado que me convida a sentar e a ficar.
É assim que te vejo. Lindo na camisola às riscas que eu tanto odeio. E enquanto te vou descrevendo mentalmente, mantenho-me quieta e calada, escutando com atenção tudo o que dizes, o que não dizes e todos os gestos que te seguem os movimentos. Fico quieta, sentada na outra ponta da mesa apenas a absorver toda essa beleza esmagadora. Feliz por ao menos respirar o mesmo ar que tu. Partilhar do mesmo espaço que tu.
E de vez em quando trocamos olhares e ficamo-nos envergonhados a tentar remediar o facto dos nossos olhos quererem mais do que se lhes pode dar. Não sei explicar a emoção que é ver-te de cada vez que entras por aquela porta, na tua postura típica de miúdo desajeitado, mas sei o quanto é infinitamente maravilhoso poder beber-te, observar-te, deliciar-me com cada milímetro da tua presença. Sei que será por pouco tempo, pois somos pássaros diferentes, de mundos opostos e em breve a noite termina e tu voltas a ser o miudo calado do teu grupo de amigos. Todos na casa dos 18. Todos com vícios e manias e uma sede enorme de ganhar o mundo. Todos musculados e sem saberem muito bem o que fazer com tanta beleza e pouca idade. E eu volto a ser a predadora que tu conheces, apenas sequiosa por mais um desejo carnal e nada mais. Mantendo discreta a esperança de que um dia o homem charmoso, mais velho e completamente apaixonado por mim, apareça e me leve com ele para aquele paraíso que desconheço.
Mas enquanto a noite não termina, fiquemo-nos por mais uma bebida. Fiquemo-nos pelas conversas despretensiosas, mas recheadas de detalhes. Fiquemo-nos a devorar a presença um do outro ainda que calados. A trocar olhares ainda que inocentes. A mirar o nada, ainda que visível. Fiquemo-nos nas palavras não ditas e nos suspiros gritados.
Sim, fiquemo-nos…
Porém promete-me que sempre que a noite cair tu estarás no mesmo lugar, sentado na mesma cadeira, à mesma hora, a beber da tua cerveja, para que te possa encontrar sempre que a feiura do mundo me visitar e então fiquemo-nos, uma vez mais, hipnotizados enquanto o silêncio nos ganha de vez. E nos afasta.

domingo, 14 de setembro de 2008

Os meus amigos adoram-me e certamente chorariam se eu morresse. Mas será que eles sabem que a morte faz parte dos meus pensamentos recorrentes? Será que eles sabem que aquela gaja sentada na mesa do bar, de decote, top justinho, maquilhagem milimetricamente produzida, saltos vertiginosos, cabelos compridos, que ri que nem doida por causa de mais uma das suas aventuras vazias, acorda todos os dias e pensa: 'o que é que eu realmente quero da vida? Como é que eu faço para ser feliz?' Será que eles sabem que se eu estou a gargalhar horrores agora, daqui a pouco vou-me desfazer em lágrimas? E vice-versa? E que isso acontece todos os dias? Independentemente das gargalhadas, das saídas à noite, dos imensos filmes por semana, da musica e tudo o que me sirva de distracção para esta realidade. Será que eles sabem o quanto eu sofro e o quanto eu não sofro a cada segundo?
Os meus amigos adoram-me. Mas sempre que podem, fazem piadas a meu respeito. Sempre que podem, transformam-me no bobo da corte: a Ana tem medo de alturas e fazem uma piada sobre isso, a Ana não fuma e lá vem outra piada, a Ana apaixona-se sempre, a Ana acredita no amor eterno, a Ana explode por tudo e por nada, a Ana fala demais, a Ana diz palavrões à mesa, a Ana está sempre a reclamar, a Ana dança descalça, a Ana não sabe ter conversas sérias, a Ana é uma chorona…
Os meus amigos adoram-me, muito, mas nem o máximo de amor de uma pessoa faz sombra ao que realmente deveria ser chamado de amor. Amor, na boca de algumas pessoas, não deveria ter o significado real de amor. Sinto um nojo enorme de todos os vicios que posso vir a ganhar por causa da falta que este sentimento me faz. Odeio isto. Odeio todos os amores falsos, curtos e não amores que inventei só para passar uma semana sem sentir dor. A cada semana sem dor que eu passo, pareço acumular uma vida de dor. Preciso parar, preciso esperar. Mas não existe nada que doa mais que a solidão e eu fico-me por aqui a inventar personagens. Odeio esta fraqueza que me leva a enganar-me. Eu invento amor, sim. E dói-me muito admitir isto. Mas é que eu já não aguento esta saudade de não sei quê. E já não aguento as noitadas, os copos, os cigarros, os amigos, as intenções e as gargalhadas pela metade. É tudo pela metade. Pelo menos ainda tenho a minha fantasia que, enquanto dura, é completa.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Apanhado na própria teia.

Não é à toa que eu tenho um maior apreço pela musica Condicional de Los Hermanos...

Eu sabia que um dia conseguiria cantá.la.


Sei, tanto te soltei
Que você me quis
Em todo lugar
Lia em cada olhar
Quanta intenção
Eu vivia preso!


Era exactamente disto que precisavas. Ficar preso a quem, neste momento, não se deixa prender. Não censures, não critiques nem penses que é um gostar menos válido como aquele que já sentiste por outras Anas, Sofias, Cristinas, Andreias, Patrícias... apenas não é aquilo que tu querias.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Mas quem é que tu pensas que és? Achas que tens o direito de voltar, revirar a minha tranquilidade, conquistada a duras penas, pelo avesso e desaparecer como se nada fosse?
Estou cansada! Estou farta desse vai e vem. Eu já chorei, já sofri, já desisti, mas segui em frente e aqui neste lugar, que ocupo hoje, não existe espaço para ti.
Chega!
Vai-te embora de uma vez, mas não me faças isto. Não te quero ouvir cantar, não te quero ouvir dizer que o amor que sentes por mim não se apaga com uma simples saída. Não te quero ouvir dizer que somos perfeitamente desenhados um para o outro ainda que tenhamos diferentes visões sobre o mundo.
Estou cansada! A minha vida estava a ir bem. Estava calma e tu voltas e estragas tudo.
Porquê? Porquê agora?
Eu choro, eu luto, eu grito, mas eu garanto-me sozinha. Sem aditivos. E garanto-me com este meu coração que me engole. Garanto-me nos dias de sol e nos chuvosos também. E o que é certo é que eu não quero essa felicidade inventada em que vivíamos, eu quero o que sou agora, o que eu era antes de te conhecer. Porque dinheiro nenhum paga a sensação de ir dormir feliz comigo mesma, com a certeza de que se está no caminho certo, ainda que a estrada seja longa e perigosa. Mas de repente tu apareces, falas-me da tua musica nova e pedes-me que a oiça contigo e dizes que o amor não passa assim de um dia para o outro. Mas passa sim, meu querido, e este vai passar também, porque eu quero e ponto final. Eu deveria era ter desligado a net no exacto momento em que te vi entrar. A vida tem estado tão linda, tão calma e o céu do azul que eu gosto, mas tu reapareces e estragas o meu sossego e ainda me queres fazer sentir culpada por não te ajudar.
Chega!
Estou cansada!
De cada vez que apareces na minha vida é para baralhares tudo e depois tornas a desaparecer e eu procuro-te e voltas a ignorar-me e depois dou comigo, melancólica, a pensar nos momentos que passamos juntos, nas gargalhadas, dos vários duetos acompanhados da tua viola, das tuas palavras, do teu carinho, do teu amo-te pendurado num beijo… dou comigo a pensar no tempo em que eu e tu éramos nós. Mas chega! Já não aguento isto, passou, é passado. Já não volta. Não consigo esquecer tudo e simplesmente dizer que também tenho saudades tuas, que também te amo. Não me consigo esquecer de todas as vezes que me quiseste congelar enquanto dizias para te esperar mais um bocadinho, para verificares se não havia mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E eu esperava e tu voltavas. Sempre voltaste. Ainda voltas. Mas eu fartei-me de esperar e há muito que deixei de o fazer, porque se há coisa que não faço e nunca fiz é arrastar alguém à força que não sabe se me quer acompanhar.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Da série: Se eu fosse um diálogo.





















Dan:
Please tell me the truth.
Alice: Why?
Dan: Because I'm addicted to it. Because without it we're animals. Trust me.

Alice: I don't love you anymore.
Dan: Since when?
Alice: Now. Just now. I don't want to lie... and I can't tell the truth. So it's over.
Dan: It's doesn't matter. I love you. None of it matters.
Alice: Too late. I don't love you anymore. Goodbye.

Dan: I would have loved you forever.

Alice: Where is the love? I can't see it. I can't touch it. I can't feel it. I can hear it. I can hear some words but I can't do anything with your easy words.

[Closer.]







Assim mesmo. Sem tirar nem pôr.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

E lá estou eu entre amigos, copos de bebida pela metade, gargalhadas pela metade, cigarros, baralhos de cartas e guardanapos rasgados. Olho para o lado e sinto uma saudade imensa, doída. Saudades de qualquer coisa ou de alguém ou um gesto ou um todo, não sei. Talvez saudades de mim mesma, do que era e no que tive de me tornar, dos 9 meses que passei dentro da barriga da minha mãe, do meu anjo da guarda que com certeza está de férias nalguma praia paradisíaca e esqueceu-se de me avisar, do meu pai que todos os domingos me chamava para ver filmes com ele aconchegados na cama, de alguma cena perfeita que vi na minha infância e que o meu inconsciente me convenceu de que seria o meu futuro. Saudades dele, não de um ele em especifico, mas de todos os eles que passaram pela minha vida e, de certa forma, me marcaram.

E eu, mais uma vez, olho para o lado e morro de saudades de algo que não sei o que é. De algo que talvez seja amor.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Déja Vu.

Certa vez de tanto que as saudades me calejaram, cheguei a vê-lo. A primeira aparição foi numa banca de mercado. Lá estava ele de costas. O cabelo moreno ondulado e o jeito de baloiçar as chaves entre os dedos, denunciaram-no. A partir daí os encontros começaram a ser frequentes. Via-o a cada esquina, a cada olhar.
Da janela da minha casa avistava-lhe a silhueta ao luar enquanto fumava o ultimo cigarro antes de ir pra cama. Era rotina.
Na praia chegou a quebrar as ondas de mãos dadas comigo. O mesmo toque, o mesmo andar. Até a forma como gargalhava, jogando a cabeça para trás, e colocando as mãos na cara, era igual...
Por diversas vezes lhe senti o calor de um abraço. Aconchegante. Preciso. Uno.
No jardim maltratava as violetas cuidadosamente regadas à minutos atrás e beliscava as pontinhas dos guardanapos. Tal e qual.

Mas um dia falei com ele e a voz, ah, a voz (!!)... aquela voz não era a mesma e ele deixou de aparecer.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Estou com uma vontade enorme de te segurar no rosto e ordenar-te, olhos nos olhos, que sejas esperto e jamais me tentes perder.
Eu quero tanto que entendas que temos tudo o que duas pessoas precisam para serem felizes. Nós divertimo-nos tanto juntos. Rimos tanto com as palhaçadas um do outro. Admiramo-nos desde o dedo do pé até ao que nos escapa. Sonhamos madrugada fora, acordados e a dormir.

Eu reconheci-te de longa data quando te vi pela primeira vez na vida.
Enquanto isso tu olhavas-me com essa carinha de inocente e pedias-me para te esperar mais um pouco. Queres congelar-me, deixar-me imóvel enquanto conferes pela centésima vez que não existe mesmo nenhuma mulher melhor do que eu.
E voltas. Sempre.

Voltas, porque até pode haver um corpo mais tonificado. Pode até haver uma conta bancária mais recheada (disso não duvido). Uma cara mais bonita. Pode até haver alguma mais atrevida que te deixe de queixo caído. Mas não existe nenhuma melhor do que eu. Não existe.

Eu vou correr todos os dias tal e qual as gajas de corpo fantástico que tu tanto gostas de apreciar, mas tenho algo que certamente não encontrarás nelas: assunto. Muito assunto. Humor. E uma gargalhada única.

E quando eu te digo que vou todas as noites para a cama com uma saudade enorme de ti, em vez de andar por ai a deitar-me com o primeiro que me aparece à frente, para te esquecer ou para ME esquecer, tu não acreditas. E a verdade é que não me sinto fraca, estúpida ou pequena por te esperar e sabes porquê? Porque eu garanto-me sozinha e garanto-me com o meu coração!