
Ontem no meio da confusão, uma amiga disse-me que eu atraio pessoas desequilibradas e depois do sucedido eu só posso concordar. Porque ninguém merece passar por isto. Eu estava quieta no meu canto a viver a minha vida sem importunar a paz de ninguém.
No meu dia-a-dia tento ser o mais justa possível com os outros e o que é que me resta? Uma cambada de gente maluca cuja diversão preferida é acabar com o meu sossego. Destruírem-me. Sabotarem-me. E ontem a minha paciência chegou ao limite, porque convenhamos que depois de um dia péssimo, só uma noite pior ainda para me fazer explodir. E eu juro-vos que nem sou má pessoa, não sou mesmo! Mas talvez se eu fosse diferente, seria mais feliz. Eu deveria era ser como ela, má como as cobras, tramar as pessoas, mentir, enganá-las. Dispor dos seus sentimentos como se eles fossem objectos de uma sala. Mera decoração. Sem vida, sem alma, sem depois. E que se fodam todos, porque o importante sou eu. E só. Deveria ser assim… sem escrúpulos, sem arrependimentos, sem carácter, porque dessa forma não me teria doído tanto aquele estalo sem mão.