sábado, 19 de janeiro de 2008

Estou com uma vontade enorme de te segurar no rosto e ordenar-te, olhos nos olhos, que sejas esperto e jamais me tentes perder.
Eu quero tanto que entendas que temos tudo o que duas pessoas precisam para serem felizes. Nós divertimo-nos tanto juntos. Rimos tanto com as palhaçadas um do outro. Admiramo-nos desde o dedo do pé até ao que nos escapa. Sonhamos madrugada fora, acordados e a dormir.

Eu reconheci-te de longa data quando te vi pela primeira vez na vida.
Enquanto isso tu olhavas-me com essa carinha de inocente e pedias-me para te esperar mais um pouco. Queres congelar-me, deixar-me imóvel enquanto conferes pela centésima vez que não existe mesmo nenhuma mulher melhor do que eu.
E voltas. Sempre.

Voltas, porque até pode haver um corpo mais tonificado. Pode até haver uma conta bancária mais recheada (disso não duvido). Uma cara mais bonita. Pode até haver alguma mais atrevida que te deixe de queixo caído. Mas não existe nenhuma melhor do que eu. Não existe.

Eu vou correr todos os dias tal e qual as gajas de corpo fantástico que tu tanto gostas de apreciar, mas tenho algo que certamente não encontrarás nelas: assunto. Muito assunto. Humor. E uma gargalhada única.

E quando eu te digo que vou todas as noites para a cama com uma saudade enorme de ti, em vez de andar por ai a deitar-me com o primeiro que me aparece à frente, para te esquecer ou para ME esquecer, tu não acreditas. E a verdade é que não me sinto fraca, estúpida ou pequena por te esperar e sabes porquê? Porque eu garanto-me sozinha e garanto-me com o meu coração!