sexta-feira, 25 de julho de 2008

E lá estou eu entre amigos, copos de bebida pela metade, gargalhadas pela metade, cigarros, baralhos de cartas e guardanapos rasgados. Olho para o lado e sinto uma saudade imensa, doída. Saudades de qualquer coisa ou de alguém ou um gesto ou um todo, não sei. Talvez saudades de mim mesma, do que era e no que tive de me tornar, dos 9 meses que passei dentro da barriga da minha mãe, do meu anjo da guarda que com certeza está de férias nalguma praia paradisíaca e esqueceu-se de me avisar, do meu pai que todos os domingos me chamava para ver filmes com ele aconchegados na cama, de alguma cena perfeita que vi na minha infância e que o meu inconsciente me convenceu de que seria o meu futuro. Saudades dele, não de um ele em especifico, mas de todos os eles que passaram pela minha vida e, de certa forma, me marcaram.

E eu, mais uma vez, olho para o lado e morro de saudades de algo que não sei o que é. De algo que talvez seja amor.

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