E eis que numa tarde de domingo, completamente a ressacar da noite anterior me apercebo que quase três anos se passaram desde a minha ultima relação e que não há nada que o tempo não cure, mas que este também pode agir como potencializador. E reparo que as pessoas continuam a agir daquela mesma forma que eu abomino, mas que também eu posso vir a adoptar. E chego à conclusão que as madrugadas de sábado são perigosas, porque é durante esse horário que estou mais vulnerável e sei que muitos dos predadores são os mesmo que me vigiam a vida através deste blogue.
Concluo ainda que os seres humanos são interessantemente imprevisíveis. E fico assustada por ver aquilo que mais ninguém vê, e rio-me quando percebo que o óbvio esteve sempre lá...
5 comentários:
Ana,
A ressaca da tarde de domingo é algo tão natural como respirar, vai sempre acontecer lol, mas de facto o tempo cura tudo, até o maior desgosto acaba por ser esquecido com o passar do tempo. Quanto a achares que podes começar a adoptar atitudes que abominas serás tu a mais prejudicada, deixarás de estar em paz contigo e isso é o pior de tudo. Já tentei e falhei pois não vale a pena, és como és gosta quem gosta quem não gosta gostasse... Se achas que te vigiam pelo blog simplifica, e limita o acesso do mesmo (às vezes coisas muito simples são grandes remédios). E imprevisiveis somos todos nós, é da nossa natureza.
Dá é jeito evitar a ressaca, vira-te mais para as minis ou mantêm-te bêbeda, mas ligares a certas coisas é que não vale a pena, há pessoas que não tem uma vidinha própria e que andam atrás das dos outros.
Apesar de várias opiniões em contrário, eu continuo a achar o ser humano altamente previsível. Não a um nível básico, mas sim a um nível mais prolongado. Uma espécie de efeito a longo prazo. Torna-se relativamente fácil adivinhares dois terços dos actos de uma pessoa se a conheceres q.b.
Não concordo Insano, por vezes julgamos que uma pessoa irá ter um comportamento e somos comletamente apanhados na curva pois tem outro radicalmente oposto. O problema não é tanto acertarmos nos dois terços, é mais o facto de no terço em que falhamos, falhamos mesmo à grande e sermos surpreendidos de forma radical.
Sim, quando falhamos e não estamos à espera, é tramado. Mas essa é a parte imprevisível da vida. E a melhor, quanto a mim.
Não gosto de ter sempre razão. E a grande maioria das vezes, tenho.
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