segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Outra das coisas que, por mais que eu viva, nunca vou entender, é essa mania que as pessoas têm de rotular os casais. Essa mania de que gato preto só acasala com gato preto e gato branco só acasala com gato branco.

Ao longo dos meus vinte e dois anos, já tive um bom punhado de pessoas na minha vida que de nada tinham a ver comigo e foi óptimo descobrir as diferenças e ter conhecimento de coisas que não fazia ideia, sequer, que existiam. Já namorei com gordinhos, com baixinhos, com loiros, morenos… Uns gostavam mais de rock, outros de reggae, uns festivaleiros, outros motards. Uns eram mais de discotecas e bares, outros de estar em casa no aconchego de um filme e não foi por isso que deixou de ser divertido, não foi por isso que não funcionou.

Eu não estou com o meu namorado por causa dos seus belos olhos verdes ou pelos seus caracóis loiros. Nem estive com outros namorados que tive por causa da sua aparência física ou condição social. Não olhei para eles pelo emprego que tinham ou pelo carro que conduziam. Nem sequer faço um estudo de mercado na tentativa de escolher alguém mais apropriado para mim.
Eu olho para as pessoas porque, por algum motivo, me despertam algum tipo de interesse, que está longe de ser monetário e vai muito mais além da roupa de marca que vestem ou de como se vestem. Aliás, vai mais além do que os olhos possam ver.

Eu gosto das pessoas, porque sim e não tenho que justificar isso. Não há razão aparente e quem me conhece sabe que eu, simplesmente, gosto. Apaixono-me com força, vontade, dor e todos os riscos que uma relação implica. E vou além de mim, além da minha quota de entrega e sofro bastante quando, por algum motivo, termina e só eu sei o quanto me custa! Só eu sei o quanto choro, porque não sei ficar indiferente ao que vivi, tenha a relação durado uns meses ou uma semana. E não, desengane-se quem pensa que eu costumo dar importância ao que os outros dizem, pois podem ter a certeza que se o fizesse, não restava mais nada para eu fazer da minha vida, mas é que quando se tratam de comentários preconceituosos, isso deixa-me triste. Profundamente triste. Magoada. Incrédula. Porque faz-me crer, cada vez mais, que as pessoas colocam de lado o amor em prol da situação financeira da outra pessoa e só estão juntas por isso.

1 comentário:

Cátia disse...

Aprendi com a Marta que "porque sim", é por vezes uma boa resposta... Gosta-se porque sim... Para quê procurar explicações que simplesmente não existem?!

Um beijo enorme
CA