Visualizo-me sentada no sofá de rabo de cavalo no alto da cabeça, óculos na pontinha do nariz e em silêncio a televisão para ver os episódios em atraso que anteviam a vitória do grande Fábio. Pareço uma velha a gozar os seus serões sozinha em casa, à espera do marido que foi comprar cigarros e acabou por ficar a noite toda entre copos e conversas.
Já não tenho paciência. A vida esgota-me em pequenos fragmentos. É a vizinha do lado que teima em queixar-se de quando estaciono o meu carro à sua porta, é o cinzeiro cheio de beatas da última vez que nos deliciamos com uma série, é a espera que não me tranquiliza, é o sono que teima em chegar, é a vida que não pára. Não tenho paciência. Visto aquele vestido pendurado no cabide desde o ano passado, mas logo o volto a colocar no mesmo lugar... não tenho sequer coragem de sair com este humor. Não adianta, enquanto estiver com pena de mim, não adianta.
Já não tenho paciência. A vida esgota-me em pequenos fragmentos. É a vizinha do lado que teima em queixar-se de quando estaciono o meu carro à sua porta, é o cinzeiro cheio de beatas da última vez que nos deliciamos com uma série, é a espera que não me tranquiliza, é o sono que teima em chegar, é a vida que não pára. Não tenho paciência. Visto aquele vestido pendurado no cabide desde o ano passado, mas logo o volto a colocar no mesmo lugar... não tenho sequer coragem de sair com este humor. Não adianta, enquanto estiver com pena de mim, não adianta.
3 comentários:
Anda cá para casa que ontem ficou cheia de nada!
Força querida. Deixo-te um beijo e um abraço.
ps - se precisares de alguma coisa, estou aqui
Cátia, foi mero desabafo. Sabes, a semana já vai longa e amanhã vou ter um dia de trabalho 'daqueles'... enfim.
Beijinhos para as duas!
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