quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Apanhado na própria teia.

Não é à toa que eu tenho um maior apreço pela musica Condicional de Los Hermanos...

Eu sabia que um dia conseguiria cantá.la.


Sei, tanto te soltei
Que você me quis
Em todo lugar
Lia em cada olhar
Quanta intenção
Eu vivia preso!


Era exactamente disto que precisavas. Ficar preso a quem, neste momento, não se deixa prender. Não censures, não critiques nem penses que é um gostar menos válido como aquele que já sentiste por outras Anas, Sofias, Cristinas, Andreias, Patrícias... apenas não é aquilo que tu querias.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Mas quem é que tu pensas que és? Achas que tens o direito de voltar, revirar a minha tranquilidade, conquistada a duras penas, pelo avesso e desaparecer como se nada fosse?
Estou cansada! Estou farta desse vai e vem. Eu já chorei, já sofri, já desisti, mas segui em frente e aqui neste lugar, que ocupo hoje, não existe espaço para ti.
Chega!
Vai-te embora de uma vez, mas não me faças isto. Não te quero ouvir cantar, não te quero ouvir dizer que o amor que sentes por mim não se apaga com uma simples saída. Não te quero ouvir dizer que somos perfeitamente desenhados um para o outro ainda que tenhamos diferentes visões sobre o mundo.
Estou cansada! A minha vida estava a ir bem. Estava calma e tu voltas e estragas tudo.
Porquê? Porquê agora?
Eu choro, eu luto, eu grito, mas eu garanto-me sozinha. Sem aditivos. E garanto-me com este meu coração que me engole. Garanto-me nos dias de sol e nos chuvosos também. E o que é certo é que eu não quero essa felicidade inventada em que vivíamos, eu quero o que sou agora, o que eu era antes de te conhecer. Porque dinheiro nenhum paga a sensação de ir dormir feliz comigo mesma, com a certeza de que se está no caminho certo, ainda que a estrada seja longa e perigosa. Mas de repente tu apareces, falas-me da tua musica nova e pedes-me que a oiça contigo e dizes que o amor não passa assim de um dia para o outro. Mas passa sim, meu querido, e este vai passar também, porque eu quero e ponto final. Eu deveria era ter desligado a net no exacto momento em que te vi entrar. A vida tem estado tão linda, tão calma e o céu do azul que eu gosto, mas tu reapareces e estragas o meu sossego e ainda me queres fazer sentir culpada por não te ajudar.
Chega!
Estou cansada!
De cada vez que apareces na minha vida é para baralhares tudo e depois tornas a desaparecer e eu procuro-te e voltas a ignorar-me e depois dou comigo, melancólica, a pensar nos momentos que passamos juntos, nas gargalhadas, dos vários duetos acompanhados da tua viola, das tuas palavras, do teu carinho, do teu amo-te pendurado num beijo… dou comigo a pensar no tempo em que eu e tu éramos nós. Mas chega! Já não aguento isto, passou, é passado. Já não volta. Não consigo esquecer tudo e simplesmente dizer que também tenho saudades tuas, que também te amo. Não me consigo esquecer de todas as vezes que me quiseste congelar enquanto dizias para te esperar mais um bocadinho, para verificares se não havia mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E eu esperava e tu voltavas. Sempre voltaste. Ainda voltas. Mas eu fartei-me de esperar e há muito que deixei de o fazer, porque se há coisa que não faço e nunca fiz é arrastar alguém à força que não sabe se me quer acompanhar.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Da série: Se eu fosse um diálogo.





















Dan:
Please tell me the truth.
Alice: Why?
Dan: Because I'm addicted to it. Because without it we're animals. Trust me.

Alice: I don't love you anymore.
Dan: Since when?
Alice: Now. Just now. I don't want to lie... and I can't tell the truth. So it's over.
Dan: It's doesn't matter. I love you. None of it matters.
Alice: Too late. I don't love you anymore. Goodbye.

Dan: I would have loved you forever.

Alice: Where is the love? I can't see it. I can't touch it. I can't feel it. I can hear it. I can hear some words but I can't do anything with your easy words.

[Closer.]







Assim mesmo. Sem tirar nem pôr.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

E lá estou eu entre amigos, copos de bebida pela metade, gargalhadas pela metade, cigarros, baralhos de cartas e guardanapos rasgados. Olho para o lado e sinto uma saudade imensa, doída. Saudades de qualquer coisa ou de alguém ou um gesto ou um todo, não sei. Talvez saudades de mim mesma, do que era e no que tive de me tornar, dos 9 meses que passei dentro da barriga da minha mãe, do meu anjo da guarda que com certeza está de férias nalguma praia paradisíaca e esqueceu-se de me avisar, do meu pai que todos os domingos me chamava para ver filmes com ele aconchegados na cama, de alguma cena perfeita que vi na minha infância e que o meu inconsciente me convenceu de que seria o meu futuro. Saudades dele, não de um ele em especifico, mas de todos os eles que passaram pela minha vida e, de certa forma, me marcaram.

E eu, mais uma vez, olho para o lado e morro de saudades de algo que não sei o que é. De algo que talvez seja amor.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Déja Vu.

Certa vez de tanto que as saudades me calejaram, cheguei a vê-lo. A primeira aparição foi numa banca de mercado. Lá estava ele de costas. O cabelo moreno ondulado e o jeito de baloiçar as chaves entre os dedos, denunciaram-no. A partir daí os encontros começaram a ser frequentes. Via-o a cada esquina, a cada olhar.
Da janela da minha casa avistava-lhe a silhueta ao luar enquanto fumava o ultimo cigarro antes de ir pra cama. Era rotina.
Na praia chegou a quebrar as ondas de mãos dadas comigo. O mesmo toque, o mesmo andar. Até a forma como gargalhava, jogando a cabeça para trás, e colocando as mãos na cara, era igual...
Por diversas vezes lhe senti o calor de um abraço. Aconchegante. Preciso. Uno.
No jardim maltratava as violetas cuidadosamente regadas à minutos atrás e beliscava as pontinhas dos guardanapos. Tal e qual.

Mas um dia falei com ele e a voz, ah, a voz (!!)... aquela voz não era a mesma e ele deixou de aparecer.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Estou com uma vontade enorme de te segurar no rosto e ordenar-te, olhos nos olhos, que sejas esperto e jamais me tentes perder.
Eu quero tanto que entendas que temos tudo o que duas pessoas precisam para serem felizes. Nós divertimo-nos tanto juntos. Rimos tanto com as palhaçadas um do outro. Admiramo-nos desde o dedo do pé até ao que nos escapa. Sonhamos madrugada fora, acordados e a dormir.

Eu reconheci-te de longa data quando te vi pela primeira vez na vida.
Enquanto isso tu olhavas-me com essa carinha de inocente e pedias-me para te esperar mais um pouco. Queres congelar-me, deixar-me imóvel enquanto conferes pela centésima vez que não existe mesmo nenhuma mulher melhor do que eu.
E voltas. Sempre.

Voltas, porque até pode haver um corpo mais tonificado. Pode até haver uma conta bancária mais recheada (disso não duvido). Uma cara mais bonita. Pode até haver alguma mais atrevida que te deixe de queixo caído. Mas não existe nenhuma melhor do que eu. Não existe.

Eu vou correr todos os dias tal e qual as gajas de corpo fantástico que tu tanto gostas de apreciar, mas tenho algo que certamente não encontrarás nelas: assunto. Muito assunto. Humor. E uma gargalhada única.

E quando eu te digo que vou todas as noites para a cama com uma saudade enorme de ti, em vez de andar por ai a deitar-me com o primeiro que me aparece à frente, para te esquecer ou para ME esquecer, tu não acreditas. E a verdade é que não me sinto fraca, estúpida ou pequena por te esperar e sabes porquê? Porque eu garanto-me sozinha e garanto-me com o meu coração!