quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O depois.
















Nos dias seguintes pensei em eliminar todas as tuas mensagens, o teu número, a tua imagem da minha mente, mas não consegui.
Pensei em ligar-te, atropelar o meu orgulho e dizer-te o quanto me dói a tua ausência. Lembrar-te dos sonhos que tínhamos em comum, projectos de vida e perguntar-te onde foi que nos perdemos… mas não o fiz.
Pensei em dizer-te que ainda te quero por perto para viajarmos durante horas para lugar nenhum e terminarmos o dia no sofá da minha casa, para me elogiares enquanto canto e me dares a certeza de que ainda é possível, mas a voz falhou.
Pensei ainda em questionar-te os silêncios, a traição, as lágrimas… mas nenhuma resposta teria perdão.

…

De tudo o que vivemos, ficou este gosto a pouco e uma vida inteira para lamentar…
Não merecíamos o fim que tivemos.
Não merecíamos o fim.
E tivemos.