É como beber água quente depois de ter engolido uma garrafa inteira de água gelada e é mesmo daquela forma que eu achava que existia. Sentir isto é como o casaco de pêlo que tenho mantido no guarda fato: cansado, abandonado, amassado, sujo, velho, mas que, de repente, volta a ter serventia e é como se a vida nos voltasse a abraçar.
Gostar muito é gastar reservas e ainda assim ter coragem para dar o que não se tem. Gostar muito é ter vertigens do chão, mas sentir uma vontade enorme de voar. Gostar muito é esta fome enjoada ou este enjoo faminto…. É mostrar os dentes numa forma de nos defendermos, mas desmancharmo-nos em sorrisos. É o açúcar que carrego no fundo falso da mala para quando a vida me falha. É o sal que carrego juntamente. É tudo o que me possa sair do controle. É o meu corpo em queda e as almofadas de várias cores para me dizerem que pode dar certo. É o desespero aconchegante.
Gostar muito é gastar reservas e ainda assim ter coragem para dar o que não se tem. Gostar muito é ter vertigens do chão, mas sentir uma vontade enorme de voar. Gostar muito é esta fome enjoada ou este enjoo faminto…. É mostrar os dentes numa forma de nos defendermos, mas desmancharmo-nos em sorrisos. É o açúcar que carrego no fundo falso da mala para quando a vida me falha. É o sal que carrego juntamente. É tudo o que me possa sair do controle. É o meu corpo em queda e as almofadas de várias cores para me dizerem que pode dar certo. É o desespero aconchegante.
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