Hoje disseram-me que ‘É mais feliz quem gosta, amar é para quem pode’. Mas tu ou a vida ou sei lá, insistem e eis que ele chega… enorme. E em relação a isso só me resta rir tal e qual como quando vejo um bebé lindo e fofo. Porque representa o milagre maravilhoso da vida e deixa-me lamechas e cheia de medo e cheia de vontade de te contar tantas coisas que nem sei se tu gostas de ouvir, mas caso gostes, fica sabendo que contigo sinto a fidelidade de ser louca. Um pacto de loucura com o mundo para não me afastar de ti quando estou longe. E é impossível então que a obra na casa ao lado faça, realmente, barulho. É impossível que as chatices do dia-a-dia não tenham, realmente, solução. E em relação aos outros, aviso logo ‘olha, é amor. É amor. E ainda que eu quisesse, não sobra um centímetro sequer para ti.’
O amor é terrivelmente fiel, porque ele ocupa-nos espaços que nem existem nos sentidos conhecidos.
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